sábado, 12 de maio de 2012

SALVE DOZE DE MAIO

SÁBADO, 12  DE  MAIO  DE  2012.

sábado, 24 de março de 2012

CHEGOU O OUTONO


" O outono vai chegar...
Neva a névoa do outono...
E eu sofro a angústia irremediável da paisagem..."


Cecília Meireles

domingo, 18 de março de 2012

TAÇA INTEIRA - Rubem Alves

  Você que trabalhou, batalhou, criou os filhos, envelheceu... Os filhos cresceram, saíram de casa, você se aposentou... E agora o tempo se estende vazio à sua frente, pouco importa levantar-se cedo ou tarde, não faz diferença, os dias ficaram todos iguais, não há batalhas a travar, ninguém precisa de você...

 Cada dia é um peso, é preciso matar o tempo, descobrir um jeito de não pensar, pois o pensamento dói, e vem uma vontade de beber, uma vontade de esquecer, uma vontade de morrer...

 Chegou o momento da inutilidade, e é isso que você não suporta, pois lhe ensinaram (e você acreditou) que os homens e as mulheres são como as ferramentas, que só valem enquanto forem úteis. Ensinaram-lhe que você é uma ferramenta que merece viver enquanto puder fazer. E agora que o seu fazer não faz mais diferença, você se coloca ao lado dos objetos sem uso. À espera de que a morte venha colocá-lo no devido lugar, pois nada mais há que esperar. Você está sem esperança.

 Mas lhe ensinaram mal, muito mal. Pois nós não somos ferramentas. Não vivemos para ser úteis.


 Dizem os textos sagrados que Deus trabalhou seis dias para plantar um jardim. Terminado o trabalho, já não havia nada mais para ser feito. E foi justamente então que Deus sentiu a maior alegria. Terminado o tempo do trabalho, chegara o tempo do desfrute. E o Criador se transformou em amante: entregou-se ao gozo de tudo o que fizera. Com as mãos pendidas (pois tudo o que devia ser feito já havia sido feito), seus olhos se abriram mais. Olhou para tudo e viu que era lindo. Pôs-se a passear pelo jardim, gozando as delícias do vento fresco da tarde. E, embora os poemas nada digam a respeito, imagino que o Criador tenha também se deleitado com o gosto bom dos frutos e com o perfume das flores - pois que razões teria ele para criar coisas tão boas se não sentisse nelas prazer?

 Se há uma lição a ser aprendida desses textos, lição que é que não somos como serrotes, enxadas, alicates, fósforos e lâmpadas que, uma vez sem o que fazer, são jogados fora. A nossa vida começa justamente com o advento da inutilidade. Pois o momento da inutilidade marca o início da vida de gozo. Nada mais preciso fazer. Travei as batalhas que tinha de travar. Nada devo a ninguém. Estou livre agora para me entregar ao deleite.
 Todas as escolas só nos ensinam a ser ferramentas. Será preciso que você procure mestres que ainda não foram enfeitiçados por elas. Você deve procurar as crianças. Somente elas têm o poder para quebrar o feitiço que o está matando ainda em vida.

 As almas dos velhos e das crianças brincam no mesmo tempo. As crianças ainda sabem aquilo que os velhos esqueceram e têm de aprender de novo: que a vida é brinquedo que para nada serve, a não ser para a alegria!


 Desde os seis anos tenho mania de desenhar a forma das coisas. Aos cinquenta anos publiquei uma infinidade de desenhos. Mas tudo o que produzi antes dos setenta não é digno de ser levado em conta. Aos 73 anos aprendi um pouco sobre a verdadeira estrutura da natureza dos animais, plantas, pássaros, peixes e insetos. Com certeza, quando tiver oitenta anos, terei realizado mais progressos, aos noventa penetrarei no mistério das coisas, aos cem, por certo, terei atingido uma fase maravilhosa e, quando tiver 110 anos, qualquer coisa que fizer, seja um ponto, seja uma linha, terá vida.

 Vamos! A vida é bela. Pare de namorar a morte! Beba a taça até o fim!"

quarta-feira, 7 de março de 2012

TERAPIA ARTISTICA


Terapia Artística

A terapia artística fundamenta-se na visão médica, terapêutica e artística ampliada pela Antroposofia de Rudolf Steiner, segundo a qual o homem é ser espiritual constituído de alma e corpo vivo; e no conhecimento teórico e prático dos elementos das artes plásticas e das leis que os regem.
Assim, através desses elementos (cor, forma, volume, disposição espacial etc.) a terapia artística possibilita que a pessoa vivencie os arquétipos da criação, ou seja se re-conecte com as leis que são inerentes à sua natureza mas que foram "esquecidos" por diferentes motivos. Com isso, traz um contato com a essência sanadora de cada um.
Na terapia artística aprende-se a observar, sentir, agir e pensar de modo mais consciente do que antes. No entusiasmo pela natureza, pelo belo, pelo ritmo e harmonia a pessoa sente-se "inteira" novamente.

Histórico Mundial

A origem da terapia artística vem do trabalho conjunto que a Dra. Ita Wegmann (1876-1943) desenvolveu com Rudolf Steiner (1861-1925), no qual a pintura era às vezes, prescrita como parte do tratamento médico.
Em 1925 quando a médica Dra. Margarethe Hauschka (1896-1980) foi pela primeira vez ao Instituto Clínico-Terapeutico de Arlesheim, Suiça para estudar Euritmia Curativa, encontrou-se com duas artistas alemãs, Sofia Bauer e Maria Kleiner, que praticavam a pintura junto aos pacientes. Nesse mesmo ano e até 1927, ela pode trabalhar com pintura e cerâmica com pacientes da clínica do Dr. Husemann, em Gunterstal, Alemanha, e nos dois anos seguintes, a pedido da Dra. Wegmann, foi para uma clínica filial da de Arlesheim, em Lugano (Suiça), com a incumbência de cuidar terapêutica e culturalmente de um número limitados de pacientes. Com essa experiência, teve a oportunidade de desenvolver o elemento artístico de várias maneiras.
De volta à Clínica de Arlesheim, em 1929, paralelamente ao seu trabalho médico, foi responsável pelo ensino de arte nos cursos anuais de enfermagem e medicina antroposóficas por doze anos consecutivos, até que a 2a. guerra colocou um fim temporário a essa atividade.
Em 1940 foi para a Áustria, onde durante 22 anos trabalhou e deu cursos no país e no exterior. Através dessa experiência, construiu as bases práticas e teóricas da Terapia Artística, para em 1962 fundar a primeira escola de terapia artística, em Bad Boll, na Alemanha. Mais tarde surgiram outras escolas que também deram contribuições próprias ao desenvolvimento dessa nova terapia.

Histórico no Brasil

No Brasil, a terapia Artística surgiu graças ao impulso dado por D. Ada Jens (1921-1994), primeiro através de sua prática na Clínica Tobias, S.Paulo, e depois pela criação do curso de Terapia Artística.
A D. Ada, que era enfermeira e fisioterapeuta, fez a formação em Terapia Artística no ano de 1969 em Bad Boll e teve como mestra a própria Dra. Margarethe Hauschka. De volta ao Brasil, ela foi responsável pela Terapia Artística na Clínica Tobias por vinte anos.
Em 1986, junto à SBMA (Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos) e com o apoio da ABT (Associação Beneficiente Tobias), a D. Ada iniciou, com entusiasmo constante, o primeiro curso de formação de Terapeutas Artísticos do Brasil, que teve como sede, até 1992, o Centro Paulus de Estudos Goetheanísticos, em Parelheiros, SP. A partir de 1993 e até 1996 esse ensino foi sendo feito em São Paulo. Atualmente, não há curso de Terapia Artística antroposófica reconhecido pela SBMA e pelo Goetheanum. Exite um grupo que está planejando retomar esse curso.
Em 1986 foi fundada a AURORA - Associação Brasileira dos Terapeutas Artísticos Antroposóficos com o objetivo de contribuir para o aprofundamento e divulgação da terapia artística, respaldar o profissional da área, promover troca de experiências, cursos, palestras e representar as atividades da terapia artística em todo o território nacional.

Descrição

A Terapia Artística possibilita uma transformação onde o paciente é o agente que segue e dá continuidade a um determinado processo que lhe traz harmonia. Dá forma onde há pouca estrutura, dissolve onde há rigidez, dá clareza onde tudo é vago e traz fantasia onde a mente está endurecida.
O paciente enfrenta limites, supera dificuldades aprende a adaptar-se ao material que usa, aceita as falhas e tende a desenvolver auto-confiança e auto-estima.
A terapia artística tem determinação, o resultado porém, não é o objetivo; a importância está no processo.
A terapia artística pode ser aplicada a todos os casos de doença ou desarmonia, sendo que em cada situação será utilizado um meio específico adequado - pintura, modelagem, desenho. Assim também os exercícios propostos devem ter significado próprio, dirigidos a uma determinada situação.
Qualquer atividade artística pode levar a um caminho de aprendizado e auto- desenvolvimento. A terapia artística, porém, é muito diferente da arte em seus próprios princípios, no que diz respeito à atitude interior, métodos e propósitos. O caminho artístico que revela algo quer expressar algum conteúdo, sejam idéias ou o estilo do artista. O caminho terapêutico tem a intenção de transformar cada dificuldade em exercícios terapêuticos que possibilitem o processo de mudança.


ASSOCIAÇÃO AURORA
Associação Brasileira dos Terapeutas Artísticos Antroposóficos
Endereço: Rua Fernando Albuquerque, 287/42 - São Paulo - SP
Telefone: (11) 3256-0907
Email: auroraabtaa@yahoo.com.br

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

sábado, 4 de fevereiro de 2012

sábado, 31 de dezembro de 2011

LÁ VEM ELE...

E o ano novo está chegando com toda segurança que lhe é peculiar. E nós como estamos? Preparados para acompanhá-lo, entendê-lo, vivê-lo, aprender com ele? Tirar o positivo de uma maneira mais mais amadurecida, menos enrigecida , menos inflexível, mais atenta e tolerante.
Vamos ver, aliás vamos viver.
Boa sorte e muita sabedoria a todos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A CRIANÇA QUE FUI CHORA NA ESTRADA - Fernando Pessoa

A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.

Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.

Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,

Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

MÃE, MAIS UM ANO OU MENOS UM ANO ???

SEM VOCÊ MINHA MÃE

domingo, 23 de outubro de 2011

A GAIOLA - Maria do Carmo B.C. de Melo

gaiola e era a vida era a gaiola
e era o muro a cerca e o preconceito
e era o filho a família e a aliança
e era a grade a filha e era o conceito
e era o relógio o horário o apontamente

e era a vida era o mundo e era a gaiola
e era a casa o nome a vestimenta
e era o imposto o aluguel a ferramenta
e era o orgulho e o coração fechado
e o sentimento trancado a cadeado.
E era o amor e o desamor e o medo de magoar
e eram os laços e o sinal de não passar.
E era a vida era a vida o mundo e a gaiola
e era a vida e a vida era a gaiola.

sábado, 22 de outubro de 2011

PARA RELEMBRAR - Vitor Hugo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você sesentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
Eque pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono dequem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar esofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
Eque se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

domingo, 16 de outubro de 2011

TAMBÉM CHEGOU NO E-MAIL

Vida após o nascimento?


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela…

autor desconhecido

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

KKK - esta chegou no meu e-mail

 Diário de uma motorista:

5 de janeiro:

Passei no exame de direção!
Posso agora dirigir o meu próprio carro, sem ter que ouvir as recomendações dos instrutores, sempre dizendo: 
"Por aí é sentido proibido!", "Vamos sair da contramão!", "Olha a velhinha!", "Freia! Freeeeia!", e outras coisas do gênero. Nem sei como agüentei estes últimos dois anos e meio... 

8 de Janeiro:

A Auto-Escola fez uma festa de despedida para mim!
Fiquei muito emocionada!
Os instrutores nem sequer deram aulas!
Um deles disse que ia à missa...
Julgo que vi outro com lágrimas nos olhos e todos disseram que iam embebedar-se, para comemorar.
Achei simpática a despedida mas penso que a minha carteira não merecia tal exagero. Eles foram muito generosos! Umas gracinhas mesmo! 

12 de Janeiro:

Comprei meu carro e, infelizmente, tive que deixá-lo na concessionária para substituir o pára-choque traseiro pois, quando tentei sair, engatei marcha-a-ré ao invés da primeira. Deve ser falta de prática! 
Também...há uma semana que não dirijo...

14 de Janeiro:

Já tenho o carro.
Fiquei tão feliz ao sair da concessionária, que resolvi dar um passeio.
Parece que muitos outros tiveram a mesma idéia, pois fui seguida por inúmeros automóveis, todos buzinando como num casamento. 
Para não parecer antipática, entrei na brincadeira e reduzi a velocidade de 10 para 5 km por hora.
Os outros gostaram e buzinaram ainda mais.
Foi muito legal...

22 de Janeiro:

Os meus vizinhos são impecáveis.
Colocaram posters avisando em grandes letras "ATENÇÃO ÀS MANOBRAS"  e  marcaram, com tinta branca fluorescente, um lugar bem espaçoso para eu estacionar e, para minha segurança e conforto, proibiram o filhos de sair à rua enquanto durassem as manobras.  Penso que é tudo para não me perturbarem.  Ainda há gente boa neste mundo... 

10 de Fevereiro:

Os outros motoristas têm hábitos estranhos.
Além de acenarem muito, estão sempre gritando.
Não escuto nada, por estar com os vidros fechados, mas parece que querem dar informações. Digo isto porque julgo ter percebido, através de leitura labial, um deles dizendo: "Vai para casa ".  Não sei como ele adivinhou para onde eu ia!  Acho isso espantoso.  De qualquer modo, quando eu descobrir onde fica o botão que desce os vidros, vou tirar muitas dúvidas. 

19 de Fevereiro:

A Cidade é muito mal iluminada.
Fiz hoje meu primeiro passeio noturno e tive de andar sempre com o farol alto aceso, para ver direito. Todos os motoristas com quem cruzei pareciam concordar comigo, pois também ligaram o farol alto e alguns chegaram mesmo a acender outros faróis que tinham. Só não percebi a razão das buzinadas. 
Talvez para espantar algum bicho. Sei lá.

26 de Fevereiro:

Hoje me envolveram num acidente.
Entrei numa rotatória e como tinha muito carro (não quero exagerar mas deviam ser, no mínimo, uns quatro!), não consegui sair. Fui dando voltas bem juntinho ao centro, à espera de uma oportunidade, de tal forma que acabei por ficar tonta e bati no monumento no centro da rotatória.  Acho que deviam limitar a circulação nas rotatórias a um carro de cada vez. 

3 de Março:

Estou em maré de azar.
Fui buscar o carro na oficina e, logo na saída, troquei os pés, acelerando fundo em vez de frear.  Bati num carro que ia passando, amassando todo o lado direito.  O motorista, por coincidência, era o inspetor que me aprovou no exame e direção.  Um bom homem, sem dúvida. 
Insisti em dizer que a culpa era minha, mas ele educadamente, não parava de repetir para si mesmo:  "É tudo minha culpa! É tudo minha culpa!  Que Deus o perdoe!"

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CURA REAL

“A Vida não exige de nós sacrifícios inatingíveis, ela apenas pede que façamos nossa jornada com alegria no coração e que sejamos uma benção para todos aqueles que nos rodeiam. Assim, se fizermos um mundo melhor com nossa visita, estaremos cumprindo a nossa Missão”.

Edward Bach
 

Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta.
A cura real somente acontece do interior para o exterior ...
Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito,
mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia.
Conte a seu médico que você tem azia,
mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago.
Relate que você tem diabetes, no entanto, não se esqueça de dizer tb que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações.
Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.
Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoismo.
Não querem mudar de vida.
Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa.
Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela  agressividade.
Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência.
Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas.
Suplicam auxílio para os problemas de tireóide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades.
Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado.
Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.
Deus nos fala através de mil modos;
a enfermidade é um deles e por certo,
o principal recado que lhe chega da sabedoria
divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida.
Toda cura é sempre  uma autocura e o Evangelho de Jesus é a farmácia onde encontraremos os remédios que nos curam  por dentro.
Há dois mil anos esses remédios estão à nossa disposição.
 Quando nos decidiremos?
Livro: O Médico Jesus
          José Carlos De Lucca

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

PARA QUEM MORA EM CAMPINAS...



Em cima do meu telhado,
Pirulin, lulin, lulin,
Um anjo, todo molhado,
Soluça no seu flautim.
(...)
                                                                         Mário Quintana 


Caros Amigos,

Dia 12 de outubro, quarta-feira, eu e Paulo estaremos no SESC Campinas para a apresentação do “Cantigas, Histórias e Brinquedos de Roda”.
Apareçam lá com a criançada! Será uma alegria para nós.

12 de outubro – 17:00h – SESC Campinas – área de convivência
“Cantigas, Histórias e Brinquedos de Roda”
Paulo Freire - viola e Ana Salvagni – voz
Entrada franca
Endereço: Rua Dom José I, 270, Bonfim. F: 3737-1500

Abraços e até lá,
Ana

terça-feira, 27 de setembro de 2011

ARNALDO JABOR


Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
-Ah,terminei o namoro...
-Nossa, estavam juntos há tanto tempo.....
-Cinco anos...que pena...acabou....
-é...não deu certo...

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.

E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes voce não consegue nem dar cem por cento de voce
para voce mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para voce e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o
papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...
se não bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe
a você esperar.... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a
pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão
é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Muitas vezes voce vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração.....
Faz parte.
Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fossem....
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar...
Ou se apaixonar... Ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ???

A JANELA - Alexandre Garcia


Era criança quando, pela primeira vez, entrei em um avião.
A ansiedade de voar era enorme.

Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem.

Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens, chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia.

Cresci, me formei, e comecei a trabalhar. No meu trabalho, desde o início, voar era uma necessidade constante.

As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia.

No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar
um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal.

O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse.

Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, me acomodar rápido e
sair rápido.

As poltronas do corredor agora eram exigência . Mais fáceis para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem,comigo mesmo.

Por um desses maravilhosos 'acasos' do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Curitiba o mais rápido possível.

O vôo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona. Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para
o embarque.

Embarquei no avião, me acomodei na poltrona indicada: a janela. Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar.

E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara. Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu.

Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto. E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer.

Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela vista.

Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida
eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo,
olhar pela janela das minhas amizades, do meu casamento, do meu trabalho e
convívio pessoal?

Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela janela
da nossa vida.

A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o
que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos.

Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece.

Se você também está num ritmo acelerado, pedindo sempre poltronas do corredor, para embarcar e desembarcar rápido e 'ganhar tempo', pare um pouco e reflita sobre aonde você quer chegar.

A aeronave da nossa existência voa célere e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante. Não sabemos quanto tempo ainda nos resta. Por
essa razão, vale a pena sentar próximo da janela para não perder nenhum detalhe.

Afinal...
"A vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos"

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

RESSENTIMENTO - Por André Luiz

Sim, você recebeu um tratamento péssimo daquele cliente, daquele namorado, do professor, do seu marido, dos seus pais, dos seus filhos, dos vizinhos, do seu chefe, dos seus colegas, dos amigos, críticos, do cachorro…
Você tem toda razão em ter sentido mágoa, tristeza e desapontamento quando isso aconteceu.
Mas sentir tais coisas só tem lógica se for naquele momento. Nunca mais. Se você está, ainda hoje, sentindo essa decepção, essa tristeza, essa mágoa com outra pessoa, então você está ressentido, com ela. Veja com atenção o significado da palavra ressentimento: RE-SENTIMENTO. Sentir novamente; Sentir infinitamente, para alguns.
Qual a razão de usar sua mente para sentir novamente coisas ruins, fragilidades e decepções? Sentir coisas ruins novamente não tem absolutamente nenhuma função, exceto prender você ao passado e tornar você uma eterna vítima de alguém que nem mesmo está tentando prejudicar você mais.
Ao guardar qualquer ressentimento você está se acorrentando a alguém que lhe fez mal, mesmo que essa pessoa não queira mais isso.
Você está re-sentindo a dor que só existe em sua memória.
A outra pessoa, por pior que tenha sido, não será prejudicada por seu ressentimento.Mas você será.
Você desperdiçará momentos únicos das suas vinte e quatro horas para pegar o punhal que alguém usou contra você há semanas, meses, anos ou décadas atrás e, acredite ou não, você mesmo estará se apunhalando dia-após-dia,com seu re-sentimento.
Se o caso for tão grave que tenha que ser resolvido em tribunais, deixe advogados cuidando disso e se concentre em sua vida e sua felicidade.Não caia na armadilha do ressentimento.
Viva o momento que estiver vivendo.
Esqueça as coisas ruins do passado.Ele não existe mais.
E, se mesmo com toda a lógica do mundo, você ainda estiver “sentindo re-sentimento” e mágoa de alguém, lembre-se do que disse William Shakespeare:
“Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."

sábado, 24 de setembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

QUEM LEMBRA DA PALAVRA???







- Bocomoco!

domingo, 11 de setembro de 2011

HOJE ESTOU MUITO TRISTE...


Tristeza Perturbadora

Conquanto brilhe o sol da oportunidade feliz, abrindo campo para a ação e para a paz, a sombra teimosa da tristeza envolve-te em injustificável depressão.

Gostarias de arrancar das carnes da alma este espinho cravado que te faz sofrer, e, por não o conseguires, deixas-te abater.

Conjecturas a respeito da alegria, do corpo jovem, dos prazeres convidativos, e lamentas não poder fruir tudo quanto anelas.

A tristeza, porém, é doença que, agasalhada, piora o quadro de qualquer aflição.

A sua sombra densa altera o contorno dos fatos e das coisas, apresentando fantasmas onde existe vida e desencanto no lugar em que está a esperança.

Ela responde pela instalação de males sutis que terminam por desequilibrar o organismo físico e a maquinaria emocional.

Luta contra a tristeza, reeducando-te mentalmente.

Não dês guarida emocional às suas insinuações.

Ninguém é tão ditoso quanto supões ou te fazem crer.

A Terra é o planeta-escola de aprendizes incompletos, inseguros.

A cada um falta algo, que não conseguirá conquistar.

Resultado do próprio passado espiritual, o homem sente sempre a ausência do que malbaratou.

A escassez de agora é conseqüência do desperdício de outrora.

A aspiração tormentosa é prova a que todos estão submetidos, a fim de que valorizem melhor aquilo de que dispõem e a outros falta.

Lamentas não ter algo que vês noutrem, todavia, alguém ambiciona o que possuis e não dás valor.

Resigna-te, pois, e alegra-te com tudo quanto te enriquece a existência neste momento.

Aprende a ser grato à vida e àqueles que te envolvem em ternura, saindo da tristeza pertinaz para o portal de luz, avançando pelo rumo novo.

Jesus, que é o "Espírito mais perfeito" que veio à Terra, sem qualquer culpa, foi incompreendido, embora amando; traído, apesar de amar, e crucificado, não obstante amasse...

Desse modo, sorri e conquista o teu espaço, esquecendo o teu espinho e arrancando aquele que está ferindo o teu próximo.

Oportunamente, descobrirás que, enquanto te esqueceste da própria dor, lenindo a dos outros, superaste-a em ti, conseguindo a plenitude da felicidade, que agora te rareia.




Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CABELOS GRISALHOS EXIGEM CUIDADOS COMO XAMPUS ESPECIAIS E HIDRATAÇÕES

 "Quando os primeiros cabelos brancos aparecem, às vezes precocemente, não é preciso se desesperar. Muitos homens e até algumas mulheres convivem bem com o novo visual sem mascarar o aspecto grisalho com tinturas. Porém, independentemente de colorações, esses fios exigem cuidados especiais.
"Os cabelos brancos são destituídos de melanina, substância que também dá cor à pele. A ausência dessa proteína pode deixar os fios mais opacos e ressecados", afirma a dermatologista Denise Steiner, da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). Para combater o problema, a especialista recomenda caprichar na hidratação e usar xampus menos agressivos, com condicionador. Há, ainda, produtos específicos para cabelos grisalhos que geralmente contêm maiores níveis de vitaminas, aminoácidos e emolientes para compensar a perda da melanina".



"O cabeleireiro Bruno Lemes, do salão MG Hair Design, recomenda hidratar os fios a cada 15 dias por meio de técnicas como a cauterização térmica e a máscara de hidratação. Ele sugere, ainda, usar xampu para cabelos secos. "Nos casos em que a raiz é oleosa, o ideal é aplicar xampus 'silver'. Esses cosméticos controlam a oleosidade e contêm pigmentos que tiram o aspecto amarelo."
Por falar em tingimento, madeixas grisalhas têm suas particularidades. De acordo com Lemes, a colorização dos fios brancos é mais difícil. "A fixação dos tons é menor, deixando os fios 'transparentes'. Há uma tendência de os cabelos grisalhos ficarem acinzentados ou adquirirem uma cor diferente da esperada", diz Lemes. Por esse motivo, tonalizantes não são suficientes para encobrir o branco.
Hoje, há tinturas específicas para as cabeleiras prateadas, com maior poder de pigmentação. Existem, ainda, alternativas para suavizar os fios brancos. "Fazer reflexo é excelente e também há os tonalizantes acinzentados", explica Lemes. Mas ele salienta que, ao aplicar tinturas, os fios ficam ainda mais danificados.
Saiba mais
Como os cabelos ficam grisalhos?
A melanina é uma substância protéica responsável pela coloração dos cabelos e da pele. Os fios começam a ficar grisahos ou brancos quando o organismo pára de renovar os melanócitos --células que produzem a melanina, localizadas na raiz dos cabelos. A causa principal do problema é a própria idade, mas pessoas jovens podem ter cabelos grisalhos devido a fatores genéticos. O estresse também pode causar alterações hormonais que afetam os melanócitos e levam ao surgimento de fios brancos.
Características
Como a melanina ausente dos cabelos grisalhos é uma proteína, substância responsável pela formação e manutenção de todos os tecidos, os fios ficam naturalmente mais secos, fracos e suscetíveis a agressões externas. É preciso controlar a exposição ao sol, usando xampus com protetor solar, e dar atenção especial à hidratação --principalmente se os cabelos forem tingidos. É recomendável hidratar a cada 15 dias.
Xampu
Cabelos grisalhos pedem, muitas vezes, xampus para fios secos. Pessoas com raízes oleosas podem usar produtos do tipo "silver", que ajudam a controlar a oleosidade. Esses xampus contêm, ainda, pigmentos violeta que ajudam a eliminar o aspecto amarelado e produzem reflexos prateados ou acinzentados --devem ser usados uma vez por semana. Há, também, outras linhas de xampus e condicionadores específicos para cabelos grisalhos.
Colorização
As cabeleiras grisalhas são mais difíceis de tingir. O motivo disso é que os fios têm pouco ou nenhum pigmento, e as tinturas reagem com as cores naturais dos cabelos. As cutículas desses cabelos são mais fechadas, o que também dificulta a penetração e a fixação das cores. O cabelo, assim, tende a ficar com uma aparência "transparente" e sem brilho. Para contornar o problema, há linhas específicas com maior poder de pigmentação.
Dicas gerais
- Evite tonalizante em cabelos muito grisalhos ou brancos. O produto penetra apenas na camada superficial dos fios. A cor não fixa, dando um aspecto "transparente".
- Para fios brancos mais distribuídos, há tonalizantes acinzentados que tiram a cor amarelada e proporcionam um visual brilhante e prateado.
- O reflexo é outra opção para cabelos que não estão muito brancos. Mechas descoloridas e depois tingidas com tons naturais ajuda a disfarçar os fios grisalhos.
- Outra alternativa é o "reflexo ao contrário". Em vez de descolorir mechas, apenas alguns punhados de cabelo são tingidos, diminuindo o aspecto grisalho e rejuvenescendo.
- Ambora antiga, a rinsagem é um método ainda usado. Ele consiste em aplicar xampus com tonalizante, geralmente arroxeado ou prateado. Para a cor não ficar exagerada, deixe agir por apenas um minuto, aproximadamente".


Fonte: Bruno Lemes, cabeleireiro do salão MG Hair Design; 
e Denise Steiner, dermatologista da Sociedade Brasileira de dermatologia.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CABELO BRANCOS PARA TODAS AS IDADES

 Na verdade estou louquinha para deixar minhas longas madeixas grisalhas, brancas ou sei lá como, o que vocês acham, a pequisa encontra-se ao lado. Obrigada por opinar.

Eles começam a aparecer depois dos 20 anos, dependendo da genética de cada uma. Os fios brancos passaram a ser um estilo aderido por mulheres de todas as idades.
Para muitas mulheres, os fios brancos deixaram de ser preocupação, pois não são mais sinônimo de velhice e sim de estilo e bom gosto.
Para as moças que deixaram os fios brancos aparecerem naturalmente e convivem bem com eles, as dicas para mantê-los saudáveis e bonitos são as seguintes:
  • Invista em um shampoo adequado para o seu tipo de cabelo. A exposição ao sol e o acúmulo dos resíduos da poluição deixam os fios com um tom amarelado, para evitar que isso aconteça e para manter o tom prata dos cabelos use produtos específicos (geralmente de cor arroxeada) que hoje são facilmente encontrados em farmácias e lojas de cosméticos.
  • Para quem se expõe ao sol com maior frequência, a dica é usar produtos com filtro solar.
E, para as moças que optaram pelos fios brancos, as dicas são:
  • Além de utilizar produtos específicos, mantenha os fios bem hidratados, pois a descoloração causa ressecamento.
  • Para ter os fios brancos mais distribuídos, opte pelos tonalizantes acinzentados. Eles tiram a cor amarelada e dão mais brilho.
  • Escolha um bom corte com a ajuda de um profissional.   Dependendo do estilo escolhido você pode parecer mais velha.
Um dia, uma menina estava sentada observando sua
mãe lavar os pratos na cozinha.
De repente, percebeu que sua mãe tinha vários
cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira escura.
Olhou para sua mãe e lhe perguntou:
- ‘Porque você tem tantos cabelos brancos, mamãe?’
A mãe respondeu:
- ‘Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar ou me faz triste, um de meus cabelos fica branco.’
A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse:
- ‘Mãe, porque TODOS os cabelos de minha avó estão brancos?’

Post  colado na íntegra do blog:http://cheiadecharme.blog.br/

sábado, 27 de agosto de 2011

UMA FAXINA DIFERENTE - Déa Januzzi


Aprendi com Solano que o segredo da longevidade e da saúde da medicina chinesa é desintoxicar a casa e o corpo com alimentação certa, banhos terapêuticos
 
Tirar todas as tralhas da casa ou destralhar: essa é a receita de saúde que aprendi com o arquiteto e mestre em feng shui Carlos Solano, um desses magos de um ambiente harmonioso. Literariamente, apreendi que é preciso liberar tudo o que não funciona na casa. Sabe aquele copo de liquidificador quebrado? Aquela panela com a alça torta que você insiste em guardar? A sanduicheira que não tem mais fecho? Pois é: e aquele armário entupido de roupas que você nem enxerga na hora de procurar por uma delas? Você nem sabe mais onde está aquela velha calça jeans, no entanto, já comprou mais uma. E os casacos amontoados no cabideiro do quarto?

Para Solano, a ordem é doar, encaminhar tudo o que você não necessita mais. Essa atitude inclui também o que você não usa mais, livros, objetos pessoais, adornos. E o que você não gosta há tempos. Uma das terapias da casa saudável e que é uma das bases do feng shui é destralhar.

Pensei em 1.000 itens dentro da minha casa que estão intoxicando o lugar onde moro e a minha vida, mas ainda não me animei a separar porque está tudo intrinsicamente ligado. Fazer uma faxina na casa significa limpar a alma e renascer para uma vida menos complicada, onde vou ter tudo o que preciso sem exagero.

Aprendi com Solano que o segredo da longevidade e da saúde da medicina chinesa é desintoxicar a casa e o corpo com alimentação certa, banhos terapêuticos. Purificados o corpo e a casa, você então está preparado para receber as bênçãos.

Ele ensinou também que as plantas e árvores são as faxineiras do ar e que o primeiro olhar de um médico chinês quando entra dentro da casa é ver o estado das plantas. Se elas estão bemcuidadas, os donos também. Ao contrário, as plantas também revelam depressão, tristeza, melancolia e conflitos dos habitantes se estiverem doentes, sem viço e cuidados.

É por isso que às vezes me sinto tão perdida, pois acho que não sou boa com as plantas e que não tenho o dedo verde como minha mãe Amélia, que só de olhar e aguar as plantas e flores, elas agradeciam em beleza. Meu filho também tem um pacto amistoso com as plantas, pois sabe que elas modificam a qualidade do ar. Ele tem uma ligação visceral com a natureza e as árvores. Como Solano, ele sabe que a maior cura ambiental de uma casa, cidade ou do planeta é a árvore. Em suas peregrinações pelo mundo, o filho sempre traz mudas de ervas e muitas pedras dos lugares onde vai. Num dos encontros em BH, em que o filho também estava presente, Dorothy Maclean, da ecovila Findhorn, que fica na Escócia, disse que as árvores são a pele da Terra. E que nenhum ser vivo sobrevive sem um percentual significativo da pele.

Uma conversa com Dorothy e Solano dá ideia de que é preciso inclusive plantar árvores dentro de casa. Algumas até aceitam vasos, como a romã, a goiaba, a árvore da felicidade, pois emanam saúde e alegria.

Passei muito tempo acumulando tralhas e relacionamentos inúteis, mas juro que vou começar uma faxina da casa e da alma muito em breve. Outro dia, olhei para uma mala de viagem em desuso. Olhei bem para ela e tive vontade de preenchê-la com coisas bem leves, fáceis de carregar para onde quer que vá.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

CADA COM SUA MANIA UAI SÔ!

Sonho de consumo:   160  lápis Caran d ache da caixa de madeira, com direito a  reposições sempre que necessárias.
Simples assim!

sábado, 20 de agosto de 2011

ASSISTI E GOSTEI

Os Smurfs - 3D - bem surreal né gente, gostoso!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A IDADE E A MUDANÇA - Lya Luft



Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo.
  
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres  de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
 Foi um momento inesquecível...  A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde, não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas, mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se 'mudança'.
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros,a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho..."



domingo, 17 de julho de 2011

GUARDAR ROUPAS BRANCAS

Não tente remover manchas de roupas brancas com alvejantes que tenham cloro ou água sanitária Falta pouco mais de um mês para a chegada do ano de 2009. Já é hora não só de pensar na viagem, mas também, no traje que será usado na virada do ano. E, quando o assunto é Réveillon, as peças brancas são unanimidade: na cultura ocidental, é associada à paz, calma, ordem e limpeza.
Para aqueles que optaram fazer uso de peças brancas que já possuem, mas estão guardadas no armário há algum tempo, Ricardo Monteiro, Gerente Operacional da rede Quality Lavanderia - rede com 80 franquias distribuídas pelo Brasil dá importantes dicas para fazer bonito.

Tome nota:
- É muito comum encontrar as peças brancas bastante amareladas, sobretudo as que estão sem uso há algum tempo. Isto acontece porque nem todas as pessoas sabem guardá-las de maneira adequada.
- Para lavar a roupa branca, dissolva o sabão e o amaciante em água antes de colocá-los em contato com as peças.
- Capriche no enxágüe: resíduos de sabão podem estragar as peças.
- Seque as roupas brancas sempre pelo avesso e à sombra; se a peça estiver com manchas amarelas, lave-a normalmente, em seguida, use um alvejante à base de peróxido. Dilua o alvejanteem água quente a 60ºC. Deixe a peça de molho nessa mistura por cerca de 15 minutos. Enxágüe bem.
- Não tente remover manchas com alvejantes que tenham cloro ou água sanitária. Esses produtos podem trazer mais manchas, além de amarelar e enfraquecer as fibras dos tecidos.
- Na hora de guardar as roupas brancas, envolva-as em sacos de TNT para protegê-las do pó e dos raios de luz. Não use sacos plásticos, que não permitem que a roupa respire, o que resulta em manchas e mofo.

Goiasnet.com 





Não há nada pior do que ir à sua gaveta, pegar aquela blusinha branca e notar que ela está mais para amarela do que para branca. Geralmente, com o passar do tempo e falta de cuidados, a roupa pode mesmo amarelar, e pior do que isso é encardidos. Sim, você lava, lava, lava, mas ao tirar a roupa do varal percebe que ela continua encardida, como se estivesse suja depois de tanto ser lavada. Como você pode evitar ter decepções com suas roupas brancas e deixá-las mais bonitas e conservadas por mais tempo? Veja algumas dicas abaixo de como cuidar de suas roupas brancas.
Saco plástico. Muitas pessoas pensam que o saco plástico conserva, mas as roupas principalmente as de algodão precisam respirar. Caso contrário isso atraí traças e mofo, o que amarela a roupa com mais facilidade. Se você quer conservar a roupa, guarde enrolada em um papel de preferência de cor azul, que conserva mais o branco da roupa.
Estender. Ao estender a roupa branca, engana-se quem pensa que colocar no sol é a melhor opção. A roupa branca deve ser estendida na sombra, pelo avesso para não amarelar ou manchar também.
Amaciante e sabão. Antes de colocar a roupa seja para lavar ou deixar de molho, é importante dissolver bem o sabão e o amaciante. Isso evita que as roupas fiquem machadas e assim as conserva por mais tempo.
Enxágue. Você sabia que as suas roupas podem estragar com restinhos de sabão que não foram retirados? Por essa razão, é importante enxaguar bem suas roupas, principalmente as brancas.
Manchas. Nada de tentar resolver esses problemas com alvejante, cloro ou água sanitária. Eles mancham as roupas ainda mais, e não resolvem seu problema. Procure lavar e esfregar bem com sabão neutro, e observe o que é melhor, as vezes depois de seca a mancha pode ser removida com mais facilidade.
Essas são algumas dicas que vão ser de ajuda para você manter as suas roupas brancas mais limpas por mais tempo, sendo que muitas vezes é só uma questão de ter cuidado na forma de lavar e guardar sua roupa branca e evitar que ela manche, suje ou fique feia com o passar do tempo. Além do que, conservar é também uma excelente maneira de economizar no gasto com roupas novas.



Fonte: Internet

sexta-feira, 15 de julho de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

MEU FILHO, VOCÊ NÃO MERECE NADA - Elaine Brum


Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

  Fonte: Revista Época  Eliane Brum escreve às segundas-feiras.